Planejamento Integrado de Recursos Energéticos
Apresentação do PIR

PLANOS DE AÇÃO E RELATÓRIOS PRÉVIOS Um relatório prévio nada mais seria que uma espécie de parada para respirar no caminho da realização da primeira etapa do PIR, qual é a elaboração do plano preferencial. Neste relatório prévio, se apresentaria um plano de ação, ou melhor, um roteiro breve do que se fez e principalmente o marco referencial (teórico prático) de elaboração do plano preferencial do PIR. Uma outra parte estaria relacionada com o corpo do relatório prévio em si, que conteria uma ampla explanação dos elementos que se têm à mão (recursos humanos e materiais e espirituais), do estado de coisas atual e das forças que levariam o PIR. Esta parte também deveria apresentar um desenho do que virá ser a metodologia de acumulação de informação (quanto, de onde e para que). A última parte estaria representada por uma espécie de relatório técnico, que permita conhecer os elementos técnicos que suportam as colocações nas duas partes anteriores.
Planos de Ação de Curto Prazo

O plano de ação da concessionária é, em muitas maneiras, a "linha final" de um plano de recursos. Isto reflete o compromisso da concessionária para ações específicas e pode ser a parte mais importante do plano. O plano de ação deve ser consistente com o plano de recursos a longo prazo, para assegurar que aquilo que se apresentou como apropriado para o longo alcance, esteja-se implementando verdadeiramente, e de uma maneira eficiente. Se, por exemplo, o plano a longo-prazo chama para aquisição de energia de base em dez anos, o plano a curto-prazo deve chamar para a seleção do local, a avaliação ambiental, e o projeto da Instalação. O plano de ação deve ser específico e detalhado. O leitor deve ser capaz de julgar o compromisso da concessionária a respeito das diferentes ações de acordo com este plano a curto-prazo. Devem ser identificadas tarefas específicas junto com as atribuições organizacionais, os estágios, e os orçamentos. O plano de ação deve apresentar as realizações esperadas durante os próximos anos (poucos), incluindo o número de participantes, assim como as reduções na energia anual utilizada, no pico de verão, e no pico de inverno para cada programa GLD. Tais detalhes servem a dois propósitos dentro da concessionária. Primeiro, preparando o plano de ação envolvendo necessariamente aqueles departamentos que são responsáveis pela implementação, o que encoraja a trabalhar conjuntamente aos planejadores e os operadores. Assim, o plano de ação é mais plausível de ser implementável, do que se ele fosse desenvolvido somente por planejadores. Segundo, os detalhes proporcionam um mapa de caminho, útil para os seus implementadores.

Relatórios Anuais Sobre o Andamento dos Trabalhos

No escopo do processo do PIR, deve-se preparar relatórios anuais de andamento que expliquem suas atividades na implementação do plano de ação durante o ano anterior. Estes relatórios provisórios devem ser preparados durante os anos livres. Por exemplo, se fica estabelecido e arquivado o plano de recursos de longo prazo em 1996 e novamente em 1999, os relatórios de andamento deveriam ser preparados e arquivados em 1997e 1998. Estes relatórios de andamento devem seguir, em grande parte, o mesmo formato usado no plano de ação a curto prazo, mostrando as realizações na aquisição de recursos e na coleção e análise de dados adicionais, assim como no desenvolvimento de métodos analíticos melhorados. Estes relatórios também devem indicar quando (e porque) os planos são mudados.

Participação Pública e da Sociedade
Visto que os interesses de todos os envolvidos num plano de recursos, não são, nem podem ser idênticos, as maneiras nas quais estes interesses serão afetados pelas ações da empresa de EE (ou o ente responsável pelo PIR), serão diferentes. Portanto, deve-se procurar o parecer de diferentes grupos, na medida em que se desenvolvem os planos de recursos. Adicionalmente, devem-se propor resultados para vários planos de recursos em conjunto, e de dimensões suficientes tal que grupos diferentes possam avaliar os efeitos do plano que tem a ver com eles. Diferentes interesses implicitamente valoram diferentes atributos dos planos de recursos em diferentes modos. Estes atributos incluem preços e custos da eletricidade a curto e longo prazos, lucros dos acionistas, confiabilidade, qualidade da energia, poluição a partir da produção de eletricidade, e outros resultados do comportamento da concessionária. Por exemplo, os consumidores residenciais podem estar interessados principalmente nas tarifas elétricas, os consumidores industriais maiores nos preços da eletricidade, os acionistas da concessionária com os lucros, os que fazem empréstimos na cobertura dos juros, as geradoras particulares (PIEs Co-geradores, etc.) e os provedores (sustentadores) de GLD na integridade e consistência com as quais os "seus" recursos foram considerados, e os reguladores nos variados resultados incluindo impactos ambientais.
Elementos Finais Embora o planejamento de recursos seja um processo em andamento, as concessionárias deverão publicar periodicamente relatórios formais sobre os seu planos. Dependendo da necessidade por recursos e a rapidez com a que o ambiente externo esteja mudando, uma vez a cada dois ou três anos parece apropriado. O primeiro propósito de um relatório de PIR é ajudar os executivos da concessionária decidir qual o recurso a adquirir, que quantias adquirir e quando adquirir esses recursos. O relatório de planejamento documenta as decisões da concessionária e ajuda órgãos representativos e normativos (da sociedade civil, comissões, Secretarias, etc.), assim como ao público em geral, a revisar e entender as bases para as decisões que tomou a concessionária. Isto significa que o relatório deve ser útil tanto dentro como fora da concessionária. O relatório deve fornecer para os consumidores e reguladores, dados, hipóteses, análises, resultados, e planos da concessionária (ou qualquer entidade que encarar o PIR como responsável). Para esta informação ser útil, o relatório deveria ser fácil de entender pelos distintos grupos e deveria apontar o leitor para as informações quando necessárias.

Esboço para o relatório do plano integrado de recursos

 

Sumário Executivo (25 a 50 páginas) Objetivos deste PIR, incluindo os critérios para a seleção de recursos Opções de recursos considerados e aqueles aceitos Carteira de recursos preferencial e as bases para a sua seleção Sumário do plano de ação de curto prazo O Plano (75 a 200 páginas) Objetivos e breve revisão do plano Avanços antes até plano prévio completo Previsões de carga a longo prazo Confronto do crescimento da carga com os recursos existentes Recursos do lado da demanda Programas anteriores e em curso, tanto como os seus efeitos Programas e potencial futuro Recursos do lado do Suprimento Recursos existentes Novos recursos potenciais Integração de recursos Métodos usados para selecionar os recursos Critérios para seleção de recursos Avaliação das carteiras de recursos alternativos Análise de incertezas Análise ambiental Mix preferencial de recursos Plano de ação a curto prazo Glossário Referências Apêndice Técnico (sem limite de páginas; encadernado separadamente do plano)

Conclusões e Recomendações

O DS, mais do que entendido como conceito, é uma prática que engloba o ser humano em todas as dimensões. Portanto, é entendido intuitivamente através das diferentes interpretações e atividades sócio-econômicas (resultantes da cultura e a política exercidas) ao longo do tempo. E pode-se antever sua factibilidade na medida em que se perceba a possibilidade de se usufruir dos recursos, em geral, adiante no tempo. Sendo assim, pode-se dizer que o DS é a soma das ações de hoje, mediadas através das ações passadas, que permitam inerentemente a tranqüilidade do bem-estar a todo momento (no sentido de incluir o futuro como conseqüência dos eventos hoje assumidos). Definir o DS seria ambíguo, pois, como dito, está inscrito na atividade de todos e cada um, no seio da sociedade como um todo. Portanto, um indicativo de resposta, estaria em se introduzir efetivamente no meio dessas atividades ou de alguma delas, visando a implementar abordagens passíveis de serem assimiladas (pelos diferentes componentes em que se conforma um núcleo social). Neste sentido, é que se coloca este trabalho, que junto dos caminhos que segue o GEPEA, visa oferecer uma via a mais para que os acontecimentos ou melhor, quem toma a decisão para o acontecer, possa se instrumentar através da aplicação da proposta do PIR. Uma primeira conclusão (constatação) acerca do Planejamento, é que o Planejamento abrange todos os aspectos do conhecimento humano, e, como tal, não tem uma metodologia específica, em termos de atingir um objetivo (de longo ou curto prazos), pois, em algum momento, pode-se valer até de uma sensação ou de um sentimento para atingir algum objetivo. As ferramentas com que hoje se conta para planejar são fartas e passíveis de serem organizadas da maneira que melhor convenha. Neste sentido, somado a que o Planejamento hoje é reconhecidamente uma ferramenta válida para a tomada de decisão, tem-se que, planejar implica em previsão, e esta previsão (a qualidade e quantidade) define o sucesso de um dito plano (resultante do Planejamento). Assim sendo, com o PIR, em termos da sua proposta como processo continuado, pretende-se dar um passo para se incorporar na rota do DS.

 


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